{"id":5970,"date":"2025-05-12T19:57:38","date_gmt":"2025-05-12T22:57:38","guid":{"rendered":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/?p=5970"},"modified":"2025-05-12T23:48:51","modified_gmt":"2025-05-13T02:48:51","slug":"revista-askesis-entrevista-coordenadores-do-prep-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/?p=5970","title":{"rendered":"Revista \u00c1skesis entrevista coordenadores do PrEP Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Por Thiago Peniche e Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Andr\u00e9 Machado e Kris H. Oliveira compartilham os avan\u00e7os, desafios e reflex\u00f5es sobre o projeto de pesquisa multic\u00eantrico em entrevista \u00e0 revista cient\u00edfica<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os coordenadores-gerais do projeto PrEP Am\u00e9rica do Sul, Andr\u00e9 Machado e Kris H. de Oliveira, compartilharam os bastidores do primeiro ano de atividades e refletiram sobre o cen\u00e1rio da pesquisa cient\u00edfica no Brasil em uma <a href=\"https:\/\/www.revistaaskesis.ufscar.br\/index.php\/askesis\/article\/view\/973\">entrevista<\/a> concedida \u00e0 Revista \u00c1skesis (v. 14, n\u00ba. 01, jan-jun\/2025). A conversa, conduzida pelo doutorando Patrick de Almeida Trindade Braga (UFMS\/UEMS), abordou a trajet\u00f3ria dos pesquisadores, a PrEP e sua \u201cvida social\u201d, os avan\u00e7os nas atividades do projeto, a constru\u00e7\u00e3o da rede de pesquisa, entre outros temas.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, acompanhe alguns destaques da entrevista ou acesse o conte\u00fado completo <a href=\"https:\/\/www.revistaaskesis.ufscar.br\/index.php\/askesis\/article\/view\/973\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A vida social da PrEP e os objetivos da pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Profilaxia Pr\u00e9-Exposi\u00e7\u00e3o (PrEP) \u00e9 uma estrat\u00e9gia altamente eficaz e segura para a preven\u00e7\u00e3o do HIV, comprovada por diversos ensaios cl\u00ednicos randomizados. Na forma oral, combina os medicamentos tenofovir e emtricitabina. Mais recentemente, surgiu a vers\u00e3o injet\u00e1vel de longa dura\u00e7\u00e3o, uma tecnologia vista como promissora que ainda n\u00e3o est\u00e1 amplamente dispon\u00edvel como a PrEP em comprimido. Contudo, para al\u00e9m dos avan\u00e7os biom\u00e9dicos, os coordenadores destacam a import\u00e2ncia de refletir sobre a \u201cvida social\u201d da profilaxia e seus impactos nas pol\u00edticas p\u00fablicas e nos modos de viver a preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cA PrEP \u00e9 uma das maiores <\/em><strong><em>apostas biom\u00e9dicas<\/em><\/strong><em> para preven\u00e7\u00e3o ao HIV da \u00faltima d\u00e9cada. Os estudos sobre a PrEP para preven\u00e7\u00e3o do HIV come\u00e7aram no in\u00edcio dos anos 2000. Durante seu desenvolvimento, houve uma onda de cr\u00edticas por parte de ativistas em rela\u00e7\u00e3o ao fato de os testes cl\u00ednicos em humanos terem sido conduzidos, em grande parte, em pa\u00edses mais pobres, especialmente nos continentes africano e asi\u00e1tico. No entanto, hoje a PrEP se consolidou como um medicamento altamente eficaz na preven\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV.\u201d &#8211; Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201c(&#8230;) \u00e9 um equ\u00edvoco pensar que a PrEP ser\u00e1 a respons\u00e1vel por resolver o problema da epidemia de HIV\/aids. Ela n\u00e3o \u00e9 um problema em si, mas a forma como ela \u00e9 discutida ou distribu\u00edda pode ser um problema. Primeiramente, porque nem todas as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o postas. Nem todo mundo consegue o acesso \u00e0 PrEP da mesma forma porque h\u00e1 barreiras geogr\u00e1ficas, sociais, institucionais&#8230;&#8221; &#8211; Andr\u00e9 Machado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcE9OQKzwDLjvz1r8FTMEbHvIz3gB_MkSWNz97Sjk1ttR5r_h2_GcpPDe6SQRmY-bOMO7PbfBxhKcl6m6FRHFND-kStNXedG-kjElhPgCp9nX_s4P54JuZ_WvLVV9LmWnzQFKUO?key=aEfNIlmJoI4V0Uw-FxJJiQ\" alt=\"\" style=\"width:477px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-08b7095692d64793503e4a65cae63fea\"><em>A PrEP consiste no uso di\u00e1rio ou sob demanda de medicamentos antirretrovirais que previnem o HIV. Essa estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente no SUS desde 2017. Foto: Thiago Peniche.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O PrEP Am\u00e9rica do Sul \u00e9 uma pesquisa qualitativa multic\u00eantrica que busca compreender as experi\u00eancias de acesso, uso e gest\u00e3o da PrEP para preven\u00e7\u00e3o do HIV em pa\u00edses sul-americanos. Segundo os coordenadores, entre os principais objetivos do estudo est\u00e1 o compromisso de contribuir diretamente para o aprimoramento das pol\u00edticas p\u00fablicas na regi\u00e3o. A partir de entrevistas com usu\u00e1rios e gestores, al\u00e9m de observa\u00e7\u00f5es em unidades que dispensam o medicamento, a pesquisa pretende produzir evid\u00eancias qualificadas que orientem decis\u00f5es mais eficazes e sens\u00edveis \u00e0s realidades locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;Como todo medicamento, a PrEP possui uma <\/em><strong><em>vida social<\/em><\/strong><em>. Em um contexto tecnobiopol\u00edtico, ela opera como uma forma de controle e gest\u00e3o de diferentes corpos e da sexualidade. Nosso interesse n\u00e3o \u00e9 discutir o que \u00e9 certo ou errado na pol\u00edtica de PrEP, mas de tentar entender como as pol\u00edticas se desenham a n\u00edvel nacional e internacional, no contexto da Am\u00e9rica do Sul.\u201d &#8211; Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cA ideia \u00e9 que os dados do projeto sejam apresentados em um resumo executivo ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para subsidiar os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas. Essa \u00e9 uma exig\u00eancia que eles nos fazem: que nossa cr\u00edtica venha acompanhada de propostas, de caminhos concretos para <\/em><strong><em>transformar o sistema de sa\u00fade<\/em><\/strong><em>.\u201d &#8211; Andr\u00e9 Machado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o de uma rede colaborativa na Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde sua concep\u00e7\u00e3o, o PrEP Am\u00e9rica do Sul priorizou a constru\u00e7\u00e3o de uma rede colaborativa forte e diversa em termos de \u00e1reas de conhecimento, n\u00edveis de experi\u00eancia e atua\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, o que se revelou fundamental para a riqueza da pesquisa. De acordo com a entrevista, este \u00e9 um esfor\u00e7o de coaliz\u00e3o que re\u00fane mais de quarenta pesquisadores e pesquisadoras no Brasil, na Argentina, Col\u00f4mbia e Bol\u00edvia. O projeto conta com a participa\u00e7\u00e3o de importantes universidades e institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil, como a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA). O estudo \u00e9 financiado pelo CNPq e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;Acho que o PrEP Am\u00e9rica do Sul \u00e9 um<\/em><strong><em> projeto que se constr\u00f3i na solidariedade.<\/em><\/strong><em> O projeto \u00e9 composto por alguns pesquisadores que j\u00e1 possuem um repert\u00f3rio muito grande na discuss\u00e3o sobre HIV\/aids ou na discuss\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade, mas tamb\u00e9m temos pesquisadores que est\u00e3o no in\u00edcio de suas carreiras, ent\u00e3o h\u00e1 uma diversidade de gera\u00e7\u00f5es (&#8230;) temos um capital intelectual na discuss\u00e3o sobre o tema que poucas redes tiveram o privil\u00e9gio de desenvolver.\u201d &#8211; Andr\u00e9 Machado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cAos poucos, fomos somando mais pesquisadores, <\/em><strong><em>fortalecendo uma rede<\/em><\/strong><em>, o que \u00e9 um dos maiores ganhos do projeto, e que n\u00e3o pode ser perdida: eram pesquisadores que j\u00e1 trabalhavam em projetos espec\u00edficos, em suas regi\u00f5es ou com um grupo j\u00e1 consolidado. O projeto articula, de forma ampla, uma rede de pesquisadores experientes em quest\u00f5es de g\u00eanero, sexualidade, ra\u00e7a e HIV\/aids, com um foco mais espec\u00edfico nas tecnologias de preven\u00e7\u00e3o, como a PrEP.\u201d &#8211; Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A experi\u00eancia dos coordenadores como usu\u00e1rios de PrEP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos aspectos que torna o projeto PrEP Am\u00e9rica do Sul \u00fanico \u00e9 o fato dos coordenadores-gerais serem tamb\u00e9m usu\u00e1rios de PrEP. Essa viv\u00eancia pessoal, segundo a entrevista, resulta em uma \u201cperspectiva etnogr\u00e1fica interessante\u201d, visto que ambos est\u00e3o inseridos no contexto desta tecnologia de preven\u00e7\u00e3o, e entendem as nuances e os desafios que podem passar despercebidos por quem observa de fora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cEu tamb\u00e9m sou um usu\u00e1rio da PrEP, o que \u00e9 uma<\/em><strong><em> perspectiva etnogr\u00e1fica interessante<\/em><\/strong><em>, visto que n\u00f3s estamos totalmente inseridos no contexto da preven\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Em Campinas, por exemplo, onde moro, o acesso \u00e0 PrEP est\u00e1 restrito \u00e0 unidade de refer\u00eancia, o antigo CTA. Em minha leitura, isso \u00e9 extremamente problem\u00e1tico, pois todas as pessoas interessadas precisam se dirigir a um \u00fanico servi\u00e7o, que concentra o atendimento para todas as ISTs, resultando em sobrecarga e poss\u00edveis barreiras ao acesso.\u201d Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201cComo usu\u00e1rio de PrEP [em Manaus], j\u00e1 me aconteceu de n\u00e3o ter conseguido ser atendido pelo profissional respons\u00e1vel pelo tratamento em uma unidade de sa\u00fade porque naquela unidade ele s\u00f3 fazia doze atendimentos di\u00e1rios, que j\u00e1 tinham sido encerrados naquele dia. Uma pessoa em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel que conseguisse juntar a grana do \u00f4nibus para ir at\u00e9 a unidade de sa\u00fade para chegar e ser recusada, porque j\u00e1 se acabaram as consultas dispon\u00edveis do dia, teria <\/em><strong><em>uma experi\u00eancia diferente<\/em><\/strong><em>.\u201d Andr\u00e9 Machado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00edticas ao modelo de financiamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi abordado durante a entrevista o modelo de financiamento da pesquisa no Brasil, que, segundo os coordenadores, apresenta desafios significativos, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade do projeto e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;Este at\u00e9 ent\u00e3o foi o <\/em><strong><em>maior desafio da minha carreira<\/em><\/strong><em>. Espero que tenhamos um m\u00ednimo de reconhecimento. Eu e Andr\u00e9 n\u00e3o temos retorno financeiro com o projeto. Nem n\u00f3s nem os outros pesquisadores do projeto. Somente os bolsistas recebem as bolsas de pesquisa ou apoio \u00e0 difus\u00e3o do conhecimento. Isso n\u00e3o deixa de ser uma cr\u00edtica a como os editais v\u00eam sendo formulados, porque eles devem pensar tamb\u00e9m nas pessoas que trabalham no projeto.&#8221; Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;O PrEP Am\u00e9rica do Sul foi <\/em><strong><em>um dos poucos projetos que recebeu todo o valor que solicitou<\/em><\/strong><em>. Entretanto, destaca-se que cerca de oitenta por cento do financiamento \u00e9 em bolsas&#8230; Para publicarmos na \u00e1rea da sa\u00fade em uma publica\u00e7\u00e3o de alto fator de impacto, que \u00e9 o que se exige, o custo \u00e9 de 8 a 10 mil reais. Eu e Kris ficamos pensando em como far\u00edamos para lidar com a quest\u00e3o financeira e acabamos submetendo para um novo edital&#8230; Isso sem receber nada.&#8221; Andr\u00e9 Machado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Acesse a entrevista completa na <a href=\"https:\/\/www.revistaaskesis.ufscar.br\/index.php\/askesis\/article\/view\/973\"><strong>Revista \u00c1skesis<\/strong>.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Thiago Peniche e Kris H. Oliveira Andr\u00e9 Machado e Kris H. 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