{"id":6012,"date":"2025-07-11T19:35:03","date_gmt":"2025-07-11T22:35:03","guid":{"rendered":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/?p=6012"},"modified":"2025-07-15T10:43:06","modified_gmt":"2025-07-15T13:43:06","slug":"a-prep-em-natal-rn-pela-voz-do-antropologo-fernando-joaquim-da-silva-junior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/?p=6012","title":{"rendered":"A PrEP em Natal-RN pela voz do antrop\u00f3logo Fernando Joaquim da Silva Junior"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Thiago Peniche, Fernando Joaquim da Silva Junior e Kris H. Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 27 de junho de 2025, o antrop\u00f3logo Fernando Joaquim da Silva Junior defendeu sua tese de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com o t\u00edtulo <strong>\u201c(In)gerindo uma Pol\u00edtica de Preven\u00e7\u00e3o: etnografia da PrEP na biomedicaliza\u00e7\u00e3o da resposta ao HIV no Rio Grande do Norte, Brasil\u201d. <\/strong>A pesquisa, orientada pelo Prof. Dr. Carlos Guilherme do Valle, coordenador regional do projeto PrEP Am\u00e9rica do Sul no Nordeste, foi realizada com apoio do CNPq (Bolsa de Doutorado e Taxa de Bancada) e teve banca composta pelos Profs. Drs. Francisco Cleiton Vieira Silva do R\u00eago (UFRN), Rita de Cassia Maria Neves (UFRN), Rozeli Maria Porto (UFRN), Kris Herik de Oliveira (FMUSP), Simone Souza Monteiro (ENSP\/Fiocruz). O trabalho lan\u00e7a um olhar antropol\u00f3gico sobre a implementa\u00e7\u00e3o da PrEP (profilaxia pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o ao HIV) na cidade de Natal (RN), a partir de uma etnografia sens\u00edvel e comprometida, conduzida no bairro das Quintas \u2013 territ\u00f3rio simb\u00f3lico na resposta \u00e0 epidemia de HIV\/Aids no estado. A pesquisa analisa as interfaces entre pol\u00edticas p\u00fablicas, pr\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o e experi\u00eancias cotidianas, discutindo as estrat\u00e9gias de acesso, as din\u00e2micas locais dos servi\u00e7os de sa\u00fade, os desafios enfrentados pelos usu\u00e1rios e as camadas de sentido que atravessam o uso (ou a recusa) da PrEP na vida real.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta entrevista para a s\u00e9rie <strong>\u201cEm campo\u201d<em> <\/em><\/strong>do PrEP Am\u00e9rica do Sul, o antrop\u00f3logo compartilha os caminhos metodol\u00f3gicos da pesquisa, os achados que emergiram do trabalho de campo e as implica\u00e7\u00f5es que sua investiga\u00e7\u00e3o traz para o aprimoramento das pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o ao HIV no Brasil.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6013\" style=\"width:542px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-300x300.jpeg 300w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-150x150.jpeg 150w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-768x768.jpeg 768w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-12x12.jpeg 12w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-650x650.jpeg 650w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2-450x450.jpeg 450w, https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/fernando-2.jpeg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>O antrop\u00f3logo Fernando Joaquim durante a defesa de sua tese de doutorado na UFRN, com a banca avaliadora ao fundo.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ENTREVISTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago Peniche \u2013 Sobre o que trata a sua tese?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando Joaquim<\/strong> \u2013 A PrEP \u00e9 entendida, na minha tese, como uma pol\u00edtica p\u00fablica. Ela n\u00e3o \u00e9 apenas uma medica\u00e7\u00e3o que se toma para preven\u00e7\u00e3o ao HIV. A pesquisa trata a PrEP como pol\u00edtica p\u00fablica, uma estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o, uma tecnologia farmacol\u00f3gica, e tamb\u00e9m como uma preven\u00e7\u00e3o cotidiana, realizada por pessoas em suas experi\u00eancias sexuais e afetivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurei entender o debate social que atravessa essa medica\u00e7\u00e3o: ao mesmo tempo em que \u00e9 uma tecnologia cada vez mais individualizada, biomedicalizada e global, ela tamb\u00e9m est\u00e1 atravessada por uma l\u00f3gica neoliberal, de responsabiliza\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a PrEP tamb\u00e9m \u00e9 vista como uma esperan\u00e7a. H\u00e1 quem a enxergue como o &#8220;fim da AIDS&#8221;, como tem acontecido no debate social em torno do Lenacapavir. Ent\u00e3o, existe um contraste: de um lado, cr\u00edticas \u00e0 PrEP; de outro, uma esperan\u00e7a quase ing\u00eanua. \u00c9 nesse campo de tens\u00e3o que a minha pesquisa se insere.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 Onde foi realizada a sua pesquisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 Eu sou de Natal, no Rio Grande do Norte, e realizei essa pesquisa no meu pr\u00f3prio bairro, o bairro das Quintas. L\u00e1 foi constru\u00eddo o Hospital Giselda Trigueiro, um dos primeiros a tratar casos de AIDS no estado, e ao lado dele o Instituto de Medicina Tropical, primeiro dispensador da PrEP na cidade. A pesquisa se desenvolve nesse entrela\u00e7amento entre passado e presente da resposta ao HIV.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 E metodologicamente, como foi conduzido o trabalho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 A pesquisa foi baseada em observa\u00e7\u00e3o participante, com interlocutores que j\u00e1 vinham do meu mestrado e continuaram comigo no doutorado. Iniciei o campo em mar\u00e7o de 2020, logo no come\u00e7o da pandemia de COVID-19. Diante das incertezas, mergulhei em um trabalho de campo digital, usando aplicativos de \u201cpega\u00e7\u00e3o\u201d como Scruff e Grindr.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses aplicativos me permitiram observar como a PrEP \u00e9 vivida nas rela\u00e7\u00f5es de desejo, afetividade e cuidado. Tamb\u00e9m permitiram acessar uma rede de pessoas implicadas em uma pol\u00edtica p\u00fablica ainda bastante fragilizada na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 Voc\u00ea falou que usou o Grindr e o Scruff como parte do processo metodol\u00f3gico. Pode contar mais sobre isso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 No in\u00edcio usei o Scruff, mas logo percebi que o Grindr tinha mais usu\u00e1rios de PrEP em Natal. Assinei o plano pago do Grindr e coloquei &#8220;antrop\u00f3logo&#8221; no nickname. Isso despertou curiosidade. Muita gente me procurava para conversar sobre PrEP. Outros mandavam nudes direto (risos).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma pesquisa realizada num contexto sens\u00edvel, com negocia\u00e7\u00e3o, escuta e sigilo, seguindo os princ\u00edpios do C\u00f3digo de \u00c9tica da ABA, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 Quais foram os principais desafios que voc\u00ea enfrentou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 Um dos principais foi o fato de que o antrop\u00f3logo tamb\u00e9m \u00e9 observado. Meu corpo era parte da pesquisa. Alguns interlocutores queriam ir al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o de pesquisa. Te dou um exemplo: um vizinho me pediu uma camisinha no Grindr. Fiquei na d\u00favida se levava ou n\u00e3o. Subi at\u00e9 o apartamento dele \u2014 e era s\u00f3 isso mesmo. Mas a gente fica atravessado por essas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m me colocava em situa\u00e7\u00f5es em que reconhecia interlocutores na academia, em festas, em caf\u00e9s. Eu estava imerso, espacial e simbolicamente, como homem gay da minha cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 Teve algum caso marcante?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 Um interlocutor me adicionou no Instagram, e s\u00f3 depois percebi que era da pesquisa. A gente se conheceu na igreja, uma igreja inclusiva. Criamos uma amizade e ele passou a compartilhar traumas, especialmente sobre sua sexualidade e a rela\u00e7\u00e3o com os servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa se tornou um espa\u00e7o terap\u00eautico para ele. Talvez por eu ter um certo saber sobre PrEP, ele se sentiu \u00e0 vontade. Hoje somos amigos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 Voc\u00ea notou que isso acontecia com frequ\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 Sim. As conversas come\u00e7avam nos aplicativos e depois iam para o WhatsApp. Alguns marcavam encontros presenciais ou me convidavam para acompanh\u00e1-los aos servi\u00e7os de sa\u00fade. Natal \u00e9 uma cidade muito pequena. A gente costuma dizer: &#8220;Natal tem tr\u00eas pessoas \u2013 eu, voc\u00ea e algu\u00e9m que a gente conhece em comum&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo que apareceu com for\u00e7a foram os la\u00e7os de solidariedade entre usu\u00e1rios da PrEP. Muitos levavam amigos \u2014 homens trans, mulheres trans, pessoas cis \u2014 para os servi\u00e7os. Isso tem a ver com o estigma.<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto de Medicina Tropical fica ao lado do Hospital Giselda, onde os primeiros pacientes com AIDS foram tratados. H\u00e1 uma carga simb\u00f3lica naquele lugar. Interlocutores diziam: &#8220;a energia ali \u00e9 pesada&#8221;, &#8220;me sinto observado&#8221;. E, muitas vezes, n\u00e3o sabiam explicar por qu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Conversando mais a fundo, percebi que era a sedimenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do estigma. Para lidar com isso, as pessoas iam juntas \u2014 era uma forma de resist\u00eancia, de sobreviv\u00eancia emocional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 Voc\u00ea pode contar um pouco mais sobre os resultados da sua tese?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 A tese \u00e9 dividida em quatro cap\u00edtulos. O primeiro \u00e9 uma reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da resposta ao HIV. Uma etnografia informada pelo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, fa\u00e7o uma an\u00e1lise cr\u00edtica dos protocolos cl\u00ednicos e das diretrizes da PrEP. Trato da \u201cantropologia das evid\u00eancias\u201d, mostrando como estudos como o FemPrEP, que apontavam baixa ades\u00e3o entre mulheres cis, resultaram em pol\u00edticas p\u00fablicas que as exclu\u00edram do acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Falo, por exemplo, do caso da Marina \u2014 uma mulher negra, m\u00e3e solo \u2014 que foi negligenciada sistematicamente. De 2018 a 2023, fui com ela v\u00e1rias vezes tentar acessar a PrEP. S\u00f3 em 2023 conseguimos, depois de muita insist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro cap\u00edtulo \u00e9 uma etnografia da cidade, dos servi\u00e7os, dos itiner\u00e1rios. No quarto, analiso os aplicativos e o debate p\u00fablico \u2014 inclusive as recusas \u00e0 PrEP. Alguns interlocutores preferiam a camisinha; outros ouviam que o rem\u00e9dio fazia mal ao f\u00edgado. H\u00e1 muita desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 casos como o da Coralina, uma mulher trans, que buscou a PrEP durante sua transi\u00e7\u00e3o e teve o acesso negado por transfobia. Depois, acabou se positivando.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses casos mostram que a ades\u00e3o n\u00e3o depende s\u00f3 da vontade individual. A PrEP n\u00e3o pode ser pensada como uma preven\u00e7\u00e3o apenas individual \u2014 ela precisa ser pensada socialmente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago \u2013 E como a sua pesquisa pode contribuir com as pol\u00edticas p\u00fablicas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fernando<\/strong> \u2013 Ouvindo as pessoas. As que usam e as que n\u00e3o usam PrEP. Porque o debate p\u00fablico se d\u00e1 de formas diferentes em contextos distintos. Regi\u00f5es de fronteira, como o projeto PrEP Am\u00e9rica do Sul tem mostrado, s\u00e3o muito diferentes de cidades como Natal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo: no Instituto de Medicina Tropical, um interlocutor relatou que pessoas que pegam PrEP, PEP e antirretrovirais esperam na mesma fila. Segundo ele: \u201cN\u00e3o por mim, mas para quem vive com HIV, isso quebra o sigilo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um direito. E o sigilo n\u00e3o est\u00e1 sendo garantido. Outra interlocutora sugeriu o uso de fichas com n\u00fameros \u2014 em vez de chamar os pacientes pelo nome no hall. Algumas pessoas usavam m\u00e1scara e \u00f3culos escuros mesmo depois do fim da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que \u00e9 isso que a pesquisa tenta mostrar: precisamos escutar mais. E garantir que a pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o seja, de fato, participativa.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nos momentos finais da tese<\/strong>, Fernando tamb\u00e9m passou a integrar a equipe de pesquisadores bolsistas do projeto\u00a0<strong>PrEP Am\u00e9rica do Sul<\/strong>. Segundo ele, essa experi\u00eancia ampliou seu repert\u00f3rio bibliogr\u00e1fico e contribuiu com reflex\u00f5es que surgiram nos debates coletivos promovidos entre os bolsistas \u2014 incluindo um curso de capacita\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o de profissionais das \u00e1reas de psicologia, antropologia, sa\u00fade coletiva, entre outras.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Thiago Peniche, Fernando Joaquim da Silva Junior e Kris H. Oliveira No dia 27 de junho de 2025, o antrop\u00f3logo Fernando Joaquim da Silva Junior defendeu sua tese de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com o t\u00edtulo \u201c(In)gerindo uma Pol\u00edtica de Preven\u00e7\u00e3o: etnografia da PrEP na biomedicaliza\u00e7\u00e3o da resposta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6017,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":72,"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[],"class_list":{"0":"post-6012","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6012"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6012\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6023,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6012\/revisions\/6023"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/prepamericadosul.uea.edu.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}